O que é e o que faz um mastologista: quando procurar
O médico dedicado à mama cuida de nódulo, dor, mastite e ginecomastia, não só de câncer. Entenda quando procurar e o que acontece na primeira consulta.
Marcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 25 de julho de 2026
O que é e o que faz um mastologista: quando procurar
Neste artigo você vai descobrir:
- O que é um mastologista e tudo o que ele trata, do nódulo benigno ao câncer de mama
- Quando procurar e qual é a diferença entre mastologista e ginecologista
- O que acontece na primeira consulta e o que levar
- Como conferir, em minutos, se o médico tem CRM e RQE em Mastologia
O que é um mastologista e o que ele faz
Mastologista é o médico especialista em mastologia. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), consultada em agosto de 2026, a mastologia é a especialidade médica que estuda, previne, diagnostica e trata as doenças e as alterações congênitas e adquiridas das mamas, com meios terapêuticos cirúrgicos, reparadores e clínicos.
É esse o escopo do trabalho dele.
A definição oficial da especialidade
Quem define isso é a entidade que representa a especialidade no Brasil. A SBM descreve a mastologia com estas palavras: "a especialidade médica que estuda, previne, diagnostica e trata as doenças, alterações congênitas e adquiridas das mamas".
A mesma entidade define quem é mastologista: "o médico portador do título de especialista conferido pela Sociedade Brasileira de Mastologia ou título similar desde que devidamente reconhecido como tal pelo Conselho de Medicina". A SBM é filiada à Associação Médica Brasileira (AMB) e credencia programas de Residência Médica e cursos de especialização na área.
Na prática, a mastologia é uma formação feita depois da graduação em Medicina, com programas credenciados pela própria sociedade da especialidade. Não é uma subárea informal nem um interesse pessoal do médico.
Mastologia não é só câncer de mama
A definição da SBM fala em "doenças e alterações" das mamas, no plural e sem recorte. Isso inclui nódulo benigno, dor, inflamação, alteração no formato, saída de secreção e o acompanhamento de quem tem risco aumentado. É bem mais do que a maioria das pessoas imagina.
Inclui também qualquer idade e qualquer sexo. Homens têm tecido mamário e podem precisar de um mastologista. Voltamos a isso mais adiante.
O que o mastologista trata, do nódulo benigno ao câncer de mama
O mastologista cuida de todo o espectro de alterações da mama: nódulos e cistos, dor mamária, mastite durante a amamentação, aumento do tecido mamário no homem, achados em exames de imagem e o câncer de mama. A maior parte do que ele investiga no dia a dia é benigna.
Nódulos, cistos e fibroadenoma
Nódulo mamário é qualquer tumoração presente nas glândulas mamárias, e a maioria não representa câncer. O guia de nódulos benignos da Sociedade Brasileira de Mastologia, regional São Paulo, consultado em agosto de 2026, registra que os nódulos benignos respondem por até 80% das massas palpáveis nas mamas.
O mais comum deles é o fibroadenoma, de consistência firme e móvel, mais prevalente entre 20 e 30 anos. Também são frequentes os cistos, estruturas ovais ou arredondadas com acúmulo de líquido, além de lipomas, hamartomas e adenomas.
Nada disso, porém, se resolve pelo toque. O mesmo guia da SBM-SP é claro: a confirmação diagnóstica exige consulta com mastologista, com anamnese, exame físico e exames de imagem. Perceber um nódulo pede consulta com mastologista antes de qualquer conclusão.
Dor na mama (mastalgia)
Mastalgia é o nome técnico da dor na mama. É uma das queixas mais comuns no consultório e pode aparecer ligada ao ciclo menstrual, a um ponto específico da mama ou de forma difusa.
O que raramente ajuda é tentar interpretar essa dor sozinha em casa. O mastologista escuta como e quando ela começou, examina as mamas e decide, caso a caso, se há necessidade de exame de imagem. A causa e a conduta variam de pessoa para pessoa.
Mastite e o período da amamentação
Mastite é um processo inflamatório que resulta da estase láctea e da obstrução do fluxo de leite, podendo evoluir para infecção bacteriana. A definição é da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em material sobre mastite puerperal publicado em 16 de fevereiro de 2018.
Segundo a mesma publicação, a mastite aguda puerperal acomete em torno de 2% a 10% das lactantes. Os sinais descritos incluem ingurgitamento mamário e dor, e o texto da Febrasgo registra um ponto que costuma tranquilizar muita mãe: "não há indicação para inibição da lactação". O aleitamento deve ser mantido, com esvaziamento regular da mama afetada.
Nada disso substitui uma consulta. Se você está amamentando e sente dor, febre ou endurecimento da mama, procure avaliação médica, porque o tratamento é sempre individual.
Ginecomastia e alterações mamárias no homem
Ginecomastia é o aumento do tecido mamário no homem. Como é uma alteração da mama, entra no campo da mastologia, exatamente como descrito na definição da SBM, que fala das doenças e alterações das mamas sem restringir sexo.
Se você é homem e notou aumento, nódulo ou sensibilidade na região mamária, procurar um mastologista é o caminho adequado. Não existe consultório de mastologia que seja "só para mulheres".
Câncer de mama e o acompanhamento
O câncer de mama é parte do escopo da especialidade, do diagnóstico ao acompanhamento. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em dados divulgados pela Agência Brasil em dezembro de 2025, a estimativa era de mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2025 no Brasil. A faixa de 40 a 49 anos concentra 23% dos casos.
Quando há diagnóstico, o cuidado costuma ser compartilhado com outras especialidades, entre elas a oncologia. O mastologista segue no acompanhamento, e o tratamento é definido caso a caso, com consulta com oncologista quando indicado.
Mastologista e ginecologista: qual é a diferença
Não, não é a mesma coisa. Ginecologia e mastologia são especialidades distintas, cada uma com título próprio registrado no Conselho de Medicina.
O ginecologista cuida da saúde da mulher de forma ampla, incluindo o acompanhamento das mamas na rotina. O mastologista é dedicado exclusivamente à mama, em qualquer paciente.
O que o ginecologista já faz pela saúde da mama
Na consulta de rotina, o ginecologista examina as mamas, avalia queixas, solicita exames de imagem e acompanha resultados. Para muita gente, é ele quem percebe primeiro que algo merece um olhar mais próximo.
Esse papel é precioso e não perde valor quando entra um mastologista na história. Uma coisa não substitui a outra.
Quando o cuidado passa para o mastologista
O encaminhamento costuma acontecer quando aparece um achado no exame físico, quando um laudo de imagem traz algo a investigar, quando um sintoma persiste ou quando há histórico familiar que justifique acompanhamento mais próximo.
Nesses casos, o que muda é a profundidade da investigação sobre um órgão específico. A qualidade do cuidado continua a mesma.
Quem mais entra no caminho: radiologista, oncologista, patologista e geneticista
O radiologista é o médico que realiza e interpreta os exames de imagem e assina o laudo. O patologista analisa o material coletado em biópsia e define o que aquele tecido é.
O oncologista conduz o tratamento do câncer, e você encontra mais sobre esse atendimento na página de consulta com oncologista. O geneticista avalia risco hereditário e conduz o aconselhamento genético, tema da página de consulta com geneticista.
Saber quem é quem ajuda a entender por que, às vezes, mais de um nome aparece no seu caminho. Cada profissional responde por uma etapa diferente.
Quando procurar um mastologista
Procure um mastologista quando houver um sintoma na mama, um achado em exame ou um encaminhamento médico. Não é preciso esperar que a queixa "piore" nem ter certeza de que é algo sério. A função da consulta é esclarecer, e na maior parte das vezes o esclarecimento é tranquilizador.
Situações que costumam levar à consulta
- Nódulo ou caroço percebido no autoexame ou no banho
- Dor mamária persistente, que não passa com o ciclo
- Saída de secreção pelo mamilo, a chamada descarga papilar
- Alteração na pele, no formato da mama ou no mamilo
- Laudo de exame de imagem com achado a investigar
- Encaminhamento do ginecologista ou de outro médico
- Dor, febre ou endurecimento da mama durante a amamentação
- Aumento do tecido mamário no homem
- Histórico familiar de câncer de mama
O número que abre este texto continua valendo aqui: até 80% das massas palpáveis nas mamas são nódulos benignos, conforme o guia da Sociedade Brasileira de Mastologia, regional São Paulo, consultado em agosto de 2026. A maior parte dessas situações termina em achado benigno, e quem confirma isso com segurança é o mastologista.
Com que idade procurar pela primeira vez
Não existe uma idade única para a primeira consulta com o mastologista. A procura acontece por sintoma, por achado em exame ou por encaminhamento médico, e isso pode ocorrer aos 22 ou aos 62 anos.
O que tem idade definida é outra coisa: o rastreamento por mamografia. Desde a Lei nº 15.284, de 19 de dezembro de 2025, a mamografia é garantida gratuitamente no SUS a partir dos 40 anos, sem exigência de sinais ou sintomas.
A recomendação técnica do INCA para o rastreamento populacional, publicada em 13 de março de 2025, permanece na faixa de 50 a 69 anos, a cada dois anos. O próprio INCA registra que fora dessa faixa a mamografia pode ser indicada individualmente pelo médico, com base na avaliação clínica de cada paciente.
São dois assuntos diferentes. Idade de rastreamento não é idade de primeira consulta. Se você quer entender o exame em si, veja o preparo para a mamografia.
Histórico familiar e risco aumentado
Ter mãe, irmã ou filha com câncer de mama é motivo legítimo para procurar avaliação antes de qualquer sintoma. O mastologista levanta a história da família em detalhe e define, junto com você, o acompanhamento adequado.
Em algumas situações, entra também o aconselhamento genético, campo em que se investigam alterações como as dos genes BRCA1 e BRCA2. Essa avaliação é individual e você encontra o contexto na página de consulta com geneticista.
O que acontece na primeira consulta com o mastologista
A primeira consulta tem três movimentos: uma conversa detalhada sobre a sua história e a sua queixa, o exame clínico das mamas e, se houver necessidade, a definição de exames complementares.
É um atendimento de escuta e observação. O médico não realiza procedimento nessa etapa.
O que levar
Leve os exames anteriores e os laudos que tiver, inclusive de outros serviços e de anos anteriores. A comparação entre imagens ao longo do tempo é informação clínica preciosa.
Leve também a lista de medicamentos em uso, documento com foto e a carteirinha do convênio, além do pedido médico, quando houver.
Uma dica simples: anote as suas dúvidas antes de sair de casa. Na hora da consulta, é comum esquecer metade delas. Se o seu atendimento é por plano, confira antes a lista de convênios atendidos.
A conversa: o que o médico vai perguntar
Essa primeira parte se chama anamnese, o levantamento da sua história de saúde.
O médico costuma perguntar sobre histórico pessoal e familiar, ciclo menstrual, gestações e amamentação, uso de anticoncepcional ou de terapia hormonal e cirurgias anteriores. E, claro, quando o sintoma começou e como ele evoluiu.
Responder com detalhe ajuda. Informação que parece irrelevante para você às vezes muda a direção da investigação.
O exame clínico das mamas
O exame clínico das mamas é feito pelo médico, com inspeção e palpação das mamas, das axilas e da região acima das clavículas. Dura poucos minutos e não exige preparo.
Se isso te deixa desconfortável, você pode pedir acompanhante na sala. É um direito, e nenhuma equipe deveria tratar esse pedido como problema.
O que costuma acontecer depois
A partir da conversa e do exame, o mastologista define o caminho. Ele pode orientar acompanhamento e retorno, pode solicitar exames de imagem para esclarecer um achado, ou pode indicar uma investigação adicional quando algo precisa ser caracterizado melhor.
Nenhum desses caminhos é sinal de gravidade por si só. A conduta é sempre individual e depende do conjunto do caso, e é isso que se define na consulta com mastologista.
Quais exames o mastologista pede e interpreta
O mastologista solicita e interpreta os exames que investigam a mama, principalmente a mamografia e a ultrassonografia mamária, e, em situações específicas, a ressonância magnética. Ele também lê o laudo com você e explica o que aquele resultado significa para o seu caso.
Mamografia
A mamografia é o exame de imagem por raios X que avalia o tecido mamário e identifica alterações antes que elas sejam percebidas ao toque. É o exame de referência para o rastreamento do câncer de mama.
O desempenho dele varia com a idade. O INCA, no posicionamento de 13 de março de 2025, registra sensibilidade de 53% a 77% em mulheres abaixo de 50 anos e de 88% na faixa de 50 a 69 anos.
Esse número ajuda a entender por que a indicação do exame é discutida caso a caso fora da faixa de rastreamento. Veja mais na página de mamografia e no artigo sobre o preparo para a mamografia.
Ultrassonografia mamária
A ultrassonografia mamária usa ondas sonoras para avaliar a mama e costuma entrar como complemento da mamografia, sem substituí-la. Ela ajuda, por exemplo, a diferenciar um nódulo sólido de um cisto com líquido.
O exame tem papel importante na avaliação de mamas densas, em que o tecido fibroglandular é mais abundante e a leitura da mamografia fica mais difícil. Quem define a combinação de exames é o médico, conforme o caso. Saiba mais sobre a ultrassonografia mamária.
Ressonância magnética das mamas
A ressonância magnética das mamas é um recurso de imagem usado em situações específicas, definidas pelo médico a partir da avaliação clínica e dos exames já realizados. Não é exame de rotina para todo mundo, e a indicação é individual.
O laudo e o BI-RADS
BI-RADS é a classificação padronizada que o radiologista usa no laudo para indicar o grau de suspeita do achado e orientar a conduta. Ela existe para que médicos de serviços diferentes falem a mesma língua ao descrever uma imagem.
Um ponto importante: a categoria isolada, lida fora do contexto, não diz o que vai acontecer com você. Quem interpreta o laudo junto com a sua história e o seu exame físico é o médico que te acompanha.
Mamografia no SUS: o que mudou a partir dos 40 anos
A partir dos 40 anos, a mamografia é um direito garantido no SUS pela Lei nº 15.284, de dezembro de 2025, mesmo sem sintomas. A recomendação técnica do INCA para o rastreamento populacional, publicada em março de 2025, permanece na faixa de 50 a 69 anos, a cada dois anos.
O próprio INCA registra, no posicionamento oficial de 13 de março de 2025, que fora dessa faixa a mamografia pode ser indicada individualmente pelo médico, conforme a avaliação clínica de cada pessoa.
São duas camadas que convivem: uma é acesso garantido por lei, a outra é recomendação técnica de rastreamento populacional. Se o seu tema é o exame em si, o preparo para a mamografia responde melhor.
O mastologista faz biópsia e cirurgia?
Sim, as duas coisas fazem parte do campo da especialidade. A Sociedade Brasileira de Mastologia descreve a mastologia como a especialidade que trata as doenças e alterações das mamas com meios terapêuticos cirúrgicos, reparadores e clínicos. Ou seja, o mastologista atua tanto na investigação quanto no tratamento, inclusive cirúrgico.
Biópsia
Biópsia é a coleta de uma amostra de tecido da mama para análise em laboratório. É uma das etapas possíveis da investigação, indicada quando o conjunto de consulta, exame físico e imagem aponta que a caracterização do achado precisa ir além da imagem.
Existem técnicas diferentes de coleta, e a escolha é do médico, conforme o tipo e a localização do achado. Você encontra o detalhe do procedimento na página de core biopsy.
Cirurgia
A atuação cirúrgica está na própria definição da especialidade pela SBM, que fala em meios terapêuticos "cirúrgicos, reparadores e clínicos". Isso abrange desde procedimentos de investigação até tratamento e reparação.
Qual procedimento, quando e por quê são perguntas que só têm resposta dentro da consulta. A indicação de qualquer cirurgia é individual e depende da avaliação médica completa do caso.
Mastologista atende homem, sim
Sim, o mastologista atende homens. A definição da Sociedade Brasileira de Mastologia fala em doenças e alterações congênitas e adquiridas das mamas, sem restrição de sexo. Homens têm tecido mamário e podem apresentar alterações que exigem avaliação especializada.
A condição mais conhecida é a ginecomastia, o aumento do tecido mamário masculino. Também podem aparecer nódulos, sensibilidade local ou alterações no mamilo, e todas essas queixas cabem no consultório de mastologia.
O caminho de investigação é o mesmo que se aplica a qualquer paciente: conversa sobre a história de saúde, exame clínico das mamas e exames de imagem quando indicados. Se você é homem e adiou essa consulta por achar que "não é para você", a resposta objetiva é que é, sim.
Como saber se o médico é mesmo especialista: CRM, RQE e título
Dá para conferir, em poucos minutos e de graça. Todo médico tem um número de CRM, e o especialista tem, além dele, um número de RQE. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), consultado em agosto de 2026, "RQE significa registro de qualificação de especialista. Você o obtém ao registrar seu título de especialista em um CRM".
CRM e RQE, a diferença em uma frase
O CRM diz que aquela pessoa é médica e está registrada no Conselho Regional de Medicina. O RQE diz que ela registrou um título de especialista em uma área específica junto ao Conselho.
Por isso os dois números aparecem juntos. Um confirma a profissão, o outro confirma a especialidade. No caso da mastologia, a SBM define o mastologista como o portador do título de especialista conferido pela sociedade ou de título similar reconhecido pelo Conselho de Medicina.
Como consultar, em 3 passos
- Abra o portal Busca Médicos do CFM, que é público e gratuito.
- Preencha pelo menos um destes campos: nome do médico, UF ou número do CRM. A busca também aceita município, tipo de inscrição, situação do registro, especialidade e área de atuação.
- Confira na ficha a situação do registro, a especialidade e a área de atuação registradas.
Leva menos de um minuto e vale para qualquer médico, de qualquer especialidade, em qualquer lugar do país.
O que a norma exige que apareça
A Resolução CFM nº 1.974/2011 determina que os documentos médicos tragam o nome do profissional, a especialidade e/ou área de atuação registrada no CRM, o número de inscrição no CRM local e o número de RQE, quando for o caso.
Há ainda o Decreto-lei nº 4.113, de 1942, que estabelece que o médico não pode fazer referência a mais de duas especialidades. São regras antigas e atuais ao mesmo tempo, e existem para proteger quem procura atendimento.
Como isso aparece na prática
Na Clínica Preciore, a equipe é publicada com nome, CRM e RQE na página de equipe, justamente para que essa conferência seja possível antes da consulta. A responsável técnica é a Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.
Se um serviço não informa esses dados, você pode pedir. É informação pública e faz parte do direito de quem vai ser atendido.
Perguntas frequentes
O que é que o médico mastologista faz?
O mastologista investiga, diagnostica, trata e acompanha as doenças e as alterações das mamas, das benignas ao câncer, em mulheres e em homens. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, consultada em agosto de 2026, a mastologia é a especialidade médica que estuda, previne, diagnostica e trata as doenças e as alterações congênitas e adquiridas das mamas, com meios terapêuticos cirúrgicos, reparadores e clínicos. No dia a dia, isso quer dizer ouvir a sua história, examinar as mamas, solicitar e interpretar exames de imagem e definir o acompanhamento adequado para o seu caso.
Quando é necessário ir ao mastologista?
Quando existe um sintoma na mama, um achado em exame de imagem ou um encaminhamento médico. Nódulo percebido no autoexame, dor persistente, saída de secreção pelo mamilo, alteração na pele ou no formato da mama, sinais durante a amamentação, aumento do tecido mamário no homem e histórico familiar de câncer de mama são motivos suficientes para marcar a consulta. Não é preciso esperar que a queixa piore. Vale lembrar que até 80% das massas palpáveis nas mamas são nódulos benignos, conforme o guia de nódulos benignos da Sociedade Brasileira de Mastologia, regional São Paulo, consultado em agosto de 2026.
Qual médico trata mastite?
A mastite é uma alteração da mama e está dentro do escopo da mastologia, conforme a definição da Sociedade Brasileira de Mastologia. Se você está amamentando e sente dor, febre ou endurecimento da mama, procure avaliação médica, porque o tratamento é sempre individual. A Febrasgo, em material sobre mastite puerperal publicado em 16 de fevereiro de 2018, descreve a mastite como processo inflamatório resultante da estase láctea e da obstrução do fluxo de leite, que acomete em torno de 2% a 10% das lactantes, e registra que "não há indicação para inibição da lactação". Isso é informação de referência e não substitui a consulta.
Quem tem nódulo na mama pode tomar anticoncepcional?
Essa é uma decisão que só o médico pode tomar com você, caso a caso. Não existe resposta única: o profissional avalia o tipo de nódulo, o que os exames de imagem mostraram, o histórico pessoal e familiar e o conjunto da sua saúde antes de orientar sobre qualquer método hormonal. O caminho prático é levar a dúvida à consulta, com os laudos em mãos. Qualquer orientação sobre anticoncepcional depende de avaliação médica individual.
Mastologista é ginecologista?
Não. São especialidades distintas, cada uma com título de especialista próprio registrado no Conselho de Medicina. O ginecologista cuida da saúde da mulher de forma ampla, incluindo o acompanhamento das mamas na rotina, e o mastologista é dedicado exclusivamente à mama, em qualquer paciente. Uma coisa não substitui a outra. Você pode confirmar a especialidade registrada de qualquer médico pelo número de RQE, que, segundo o Conselho Federal de Medicina, é o registro de qualificação de especialista obtido ao registrar o título de especialista em um CRM.
Mastologista faz cirurgia?
Sim. A atuação cirúrgica está na própria definição da especialidade: a Sociedade Brasileira de Mastologia descreve a mastologia como a especialidade que trata as doenças e as alterações das mamas com meios terapêuticos cirúrgicos, reparadores e clínicos. Que procedimento, em que momento e por qual motivo são respostas que dependem da consulta. Toda indicação cirúrgica é individual e vem depois da avaliação médica completa.
Mastologista faz biópsia?
Sim. A biópsia é a coleta de uma amostra de tecido da mama para análise em laboratório, e entra na investigação quando o conjunto de consulta, exame físico e imagem mostra que o achado precisa ser caracterizado além da imagem. A técnica de coleta varia conforme o tipo e a localização do achado, e a escolha é do médico. O detalhe do procedimento está na página de [core biopsy](/servicos/core-biopsy).
Com que idade devo procurar um mastologista pela primeira vez?
Não existe idade única para a primeira consulta. A procura acontece por sintoma, por achado em exame ou por encaminhamento médico, e isso pode ocorrer em qualquer idade. O que tem idade definida é o rastreamento por mamografia, que é outro assunto. A Lei nº 15.284, de 19 de dezembro de 2025, garante a mamografia gratuitamente no SUS a partir dos 40 anos, sem exigência de sinais ou sintomas. A recomendação técnica do INCA para o rastreamento populacional, publicada em 13 de março de 2025, permanece na faixa de 50 a 69 anos, a cada dois anos.
Resumo
O mastologista é o médico dedicado à mama, e a maior parte do que ele investiga é benigna. Ele cuida de nódulo, dor, mastite, ginecomastia e câncer de mama, atende mulheres e homens, pede e interpreta os exames de imagem, e conduz biópsia e cirurgia quando o caso indica.
A primeira consulta é conversa, exame clínico e, se necessário, exames complementares. E você pode conferir o CRM e o RQE de qualquer médico antes de marcar.
A Clínica Preciore é uma clínica de Mastologia e Diagnóstico por Imagem em São Luís, no Maranhão, fundada em 2015, a primeira clínica de São Luís dedicada exclusivamente à mama. A equipe é publicada com nome, CRM e RQE na página de equipe, e os planos atendidos estão listados em convênios.
Antes de ir, separe os exames e laudos anteriores, inclusive os de outros serviços, avise na recepção se você tem pedido médico e confira a lista de convênios atendidos. Anotar as dúvidas em casa também faz diferença na hora da consulta.
Se quiser marcar, o agendamento fica em agendar e as demais formas de falar com a clínica estão em contato.
Revisão técnica: Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.
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