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Quais são as perguntas que devo fazer ao meu mastologista?

Uma lista prática, separada por situação: consulta de rotina, achado em exame e histórico familiar. Para salvar, imprimir e levar no dia.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 15 de julho de 2026
Caderno aberto com perguntas anotadas à mão, ao lado de óculos e xícara de café

Quais são as perguntas que devo fazer ao meu mastologista?

Neste artigo você vai descobrir:

  • As perguntas que valem para uma consulta de rotina
  • O que perguntar quando um exame trouxe algum achado
  • O que perguntar quando existem casos de câncer na família
  • O que levar para que a consulta renda mais

Quais são as perguntas que devo fazer ao meu mastologista?

As perguntas mais úteis são as que organizam o seu caso: qual é o meu risco, que exame é indicado para mim e com que frequência, o que o meu laudo significa e qual é o próximo passo. Elas mudam conforme a situação, se é uma consulta de rotina, se um exame trouxe um achado ou se há casos de câncer na família. Anote as suas antes de sair de casa, porque na hora da consulta é comum esquecer.

Não existe pergunta boba em consulta de mama. Existe informação que fica pela metade quando ninguém pergunta e a paciente sai com o papel na mão sem entender o que está escrito nele.

As listas abaixo são um ponto de partida, não um roteiro obrigatório. Marque as que fazem sentido para você e leve impressas.

Perguntas para a consulta de rotina

Esta é a consulta sem queixa nenhuma, aquela de acompanhamento. O objetivo aqui é sair sabendo o seu calendário.

  • Qual é o meu risco para câncer de mama? É a pergunta que organiza todas as outras, porque o risco define quando começar e de quanto em quanto tempo repetir.
  • Qual exame é indicado para mim, e a partir de que idade? Mamografia e ultrassonografia mamária respondem a perguntas diferentes, e nem sempre a indicação é a mesma para todo mundo.
  • Com que frequência devo repetir? Para mulheres com risco habitual, SBM, CBR e FEBRASGO recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos (nota conjunta de 22/10/2024). No SUS, o rastreamento de rotina é a cada dois anos, dos 50 aos 74 (Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde). Vale entender por que existem duas idades e qual se aplica a você.
  • Meu laudo registra mamas densas? É um dado que aparece no laudo e pode influenciar a escolha dos exames, então vale saber se consta no seu.
  • O que eu devo observar em casa, e o que justifica antecipar a consulta? Saber o que é esperado no seu corpo evita tanto o susto desnecessário quanto a demora em procurar ajuda.
  • Quando devo voltar? Peça a data por escrito no final da consulta.

Perguntas quando o exame trouxe um achado

Aqui a lista muda. A pessoa já tem um papel na mão e precisa entender o que vem depois.

  • Qual é a categoria BI-RADS do meu laudo e o que ela significa? BI-RADS é a classificação padronizada usada nos laudos de imagem da mama pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, e cada categoria aponta uma conduta diferente.
  • Esse achado pede outro exame agora ou acompanhamento em alguns meses? Nem todo achado leva a investigação imediata, e entender isso reduz muita ansiedade de espera.
  • Se houver indicação de biópsia, qual seria e como ela é feita? A core biopsy é um dos procedimentos possíveis, e saber como funciona antes ajuda a chegar mais tranquila.
  • Em quanto tempo sai o resultado e com quem eu volto para interpretá-lo? O laudo precisa ser lido pelo médico que acompanha o seu caso, dentro do seu contexto clínico.
  • Vale comparar com meus exames anteriores? A comparação entre imagens de anos diferentes é uma das informações mais úteis para quem faz o laudo, então leve os antigos.
  • O que muda na minha rotina de acompanhamento depois disso? Um achado benigno também pode alterar a frequência dos seus exames.

Perguntas quando existe histórico familiar

Casos na família geram muita dúvida, e boa parte dela se resolve com perguntas objetivas na consulta.

  • Quais casos da minha família realmente contam? O grau de parentesco, a idade do familiar no diagnóstico e a presença de câncer de mama ou de ovário são os detalhes que pesam nessa conta.
  • Meu histórico me coloca em grupo de risco elevado? Ter um caso na família não classifica automaticamente ninguém nesse grupo, e essa é uma avaliação médica.
  • Tenho indicação de aconselhamento genético? É o caminho para avaliar se existe indicação de teste, e a consulta com geneticista é onde essa conversa acontece.
  • Se houver alteração genética, o que muda no meu acompanhamento? As recomendações de SBM, CBR e FEBRASGO (22/10/2024) preveem início mais precoce do rastreamento em mulheres com casos de câncer de mama ou de ovário na família, conforme orientação médica.
  • Devo orientar alguém da minha família? Às vezes a informação mais preciosa da consulta é a que você leva para uma irmã ou uma filha.

O que levar para a consulta render mais

A consulta rende mais quando a informação chega organizada. Vale reunir antes:

  • Exames anteriores, inclusive os antigos, com laudo e imagem.
  • A data da sua última mamografia ou ultrassonografia.
  • Os casos de câncer na família, com grau de parentesco e idade no diagnóstico.
  • Qualquer queixa atual e há quanto tempo você notou.
  • Medicamentos em uso, incluindo terapia hormonal.
  • Suas perguntas anotadas, em ordem de importância.

Se o exame já estiver marcado, o preparo da mamografia resolve as dúvidas do dia em poucos minutos.

Onde tirar essas dúvidas em São Luís

A Preciore é uma clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, no Maranhão, fundada em 2015, com equipe de profissionais registrados com CRM e RQE. O atendimento alcança pacientes da Grande Ilha.

Se você quer começar organizando o seu calendário, a consulta com mastologista é o ponto de partida para definir qual exame é indicado no seu caso. Leve a lista, mesmo que sejam só três perguntas.

Perguntas frequentes

Quais são as perguntas que devo fazer ao meu mastologista?

As mais úteis são: qual é o meu risco, que exame é indicado para mim e com que frequência, o que o meu laudo significa e qual é o próximo passo. Se um exame trouxe algum achado, pergunte também a categoria BI-RADS e a conduta prevista. Se há casos de câncer na família, pergunte se o seu histórico muda a idade de começar e se existe indicação de aconselhamento genético.

Posso levar as perguntas anotadas para a consulta?

Sim, e é recomendável. A consulta tem tempo definido e é comum esquecer justamente a dúvida que mais incomodava. Uma lista impressa ou no celular, em ordem de importância, ajuda a garantir que o essencial seja respondido.

O que significa BI-RADS no meu laudo?

BI-RADS é a classificação padronizada usada nos laudos de imagem da mama, adotada no Brasil pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Cada categoria indica uma conduta diferente, que vai de acompanhamento de rotina a investigação adicional. Quem interpreta a categoria dentro do seu contexto clínico é o médico que acompanha você.

O que devo levar para a consulta com o mastologista?

Exames anteriores com laudo e imagem, inclusive os antigos, a data do último exame, o histórico de câncer na família com grau de parentesco e idade no diagnóstico, medicamentos em uso e qualquer queixa atual com o tempo de início.

Tenho caso de câncer de mama na família, o que devo perguntar?

Pergunte se o grau de parentesco e a idade do familiar no diagnóstico mudam a sua avaliação de risco, se o seu histórico antecipa a idade de começar o rastreamento e se existe indicação de aconselhamento genético. As recomendações de SBM, CBR e FEBRASGO (22/10/2024) preveem início mais precoce em mulheres com casos de câncer de mama ou de ovário na família, conforme orientação médica.

Preciso de encaminhamento para consultar um mastologista?

No atendimento particular, não é necessário encaminhamento. No convênio, a exigência varia conforme a operadora e o plano, então confirme antes de agendar. Veja os [convênios atendidos](/convenios) pela clínica.

Quando devo procurar um mastologista?

Para acompanhamento de rotina, conforme a orientação de idade e periodicidade discutida em consulta. Fora da rotina, diante de nódulo palpável, secreção pelo mamilo, alteração na pele da mama ou qualquer mudança que você tenha notado, vale procurar avaliação sem esperar a data seguinte. Se quiser entender o alcance da especialidade, veja [o que faz o mastologista](/blog/o-que-faz-mastologista).

Resumo

A consulta de mama rende mais quando a paciente chega com as perguntas organizadas. Na rotina, o eixo é o calendário: qual é o meu risco, qual exame, com que frequência e quando voltar. Diante de um achado, o eixo é o próximo passo: o que diz a categoria BI-RADS, se há indicação de investigação adicional e quem interpreta o resultado. Com histórico familiar, o eixo é o risco: quais casos contam, o que eles mudam no seu calendário e se cabe aconselhamento genético.

Nenhuma dessas listas substitui a avaliação médica. Elas servem para que a conversa comece de um lugar melhor, com você entendendo o que está sendo decidido e por quê.

Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. A conduta do seu caso é definida por um médico, a partir do seu histórico, do seu exame clínico e dos seus exames anteriores. Para tirar dúvidas, fale com a gente pelo contato ou agende sua avaliação.

Revisão técnica: Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.

Fontes consultadas:

  • SBM, CBR e FEBRASGO, nota conjunta de 22/10/2024, recomendações da mamografia.
  • Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 626/2025, divulgada em 29/09/2025.
  • Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, sistema BI-RADS para laudos de imagem da mama.

Publicado em: 02/08/2026 · Última atualização: 02/08/2026


Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?

A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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